31
de
outubro
Vento

Um vento suave vem dos campos do sudoeste | Foto José Silva
Sopra o vento meus cabelos soltos
e, com carícia, esfria meu rosto.
Suave, ele toca dois quentes fios
de lamento de meus olhos descidos.
Vem de longe este sopro de ar…
Das estrelas? Não posso imaginar.
Mas em meus ouvidos ele faz ecoar
o seu nome, que me trouxe de lá,
de muito além, depois dos montes
que apartam os corpos, os amantes.
Ah! Pudesse a mão, ao limpar a fronte,
apagar, ainda, a lembrança constante.
ari donato.2008


Comentário por Wesley Sobrinho — 31/10/2008 (7:10)
Muito lindo. Parte da natureza a insistir que o amor seja lembrado. Outra separando-os cruelmente. Mas o amor, inabalável, persiste. Com a dor e o pesar.
Comentário por ari donato — 01/11/2008 (10:42)
Obrigado, Wesley, valeu pela leitura inteligente. Um abraço
Comentário por Mário — 02/11/2008 (2:57)
Lindo e comovente. É mais ou menos assim que acontece comigo com esse meu namoro à distância. Não vejo a hora de me casar. rs.
Abração!
Comentário por Andreia — 08/11/2008 (9:07)
Senti a delicadeza do vento, a suavidade das palavras me aqueceram a alma…muito bom!
Comentário por ari donato — 09/11/2008 (11:25)
Obrigado Andréia,
obrigado Mário. Um abraço de muita saudade.
Comentário por Lua — 10/12/2008 (1:21)
Aprendi hoje algo que não me ensinaram: que o casamento é efêmero e que o amor é indissolúvel. Vamos entender que as mudanças são necessárias.
Grande beijo e paz
Comentário por ari donato — 11/12/2008 (23:09)
Tudo na vida tem o seu tempo. Não apenas o casamento, que, embora seja efêmero, pode ser duradouro. Eterno, você tem razão, somente o amor. Mas o amor sentimento de caridade, de compaixão, do qual fala Cristo, a partir da comunhão do homem com Deus. Não a feição e a ternura, que muitos querem duradouras, a partir do casamento.